Reflexão: A criança dentro de mim


Sabe aquele conceito que aprendemos de que quando a menininha fica menstruada ela é mocinha e deve brincar com coisas de mocinha? Isso é muito errado! Crescer não significa que você tem que desistir do seu ursinho de pelúcia. Crescer nem sempre é bom. Crescer não significa ir pra balada todo dia e encher a cara. Não significa sair sem avisar pros pais ou mesmo frequentar qualquer local.
Muito diferente do que imaginamos, crescer não é tão bom assim. Você passa a ter muita responsabilidade, tem que pagar contas, ter um emprego, não depender de ninguém e mesmo levantar pra fazer seu café numa manhã de domingo. Mas crescer também significa ter seu próprio dinheiro e gastá-lo com o que quiser, poder ficar até tarde no computador sem brigarem com você, realmente ir um dia por mês ou algo assim pra balada, encher a cara até cair e depois limpar isso tudo sozinho (convenhamos que bebida não deve ser incentivada, mas o fato de eu não beber não muda em nada a opinião de vocês. AHAHAHHA).
Na infância queremos ser adolescentes. Na adolescência queremos ser adultos. E quando somos adultos queremos ser crianças. É tudo um ciclo e acontece com (quase) todo mundo. O problema é que somos incentivados a largar alguns hábitos pela mudança de idade, sendo que é só um número e mais nada!
Eu, por exemplo, tenho 18 anos e mesmo assim tenho MILHARES de bichinhos de pelúcia, bonecas, barbies e não tenho vergonha disso. Durmo com minhas bonecas pois não gosto de ficar sozinha, tenho medo de escuro e mesmo assim tenho namorado e faço faculdade. Ou seja, essa ladainha toda de largar a infância é tudo bobeira (ou você acha que o fato do meu sobrinho e meu irmão jogarem o mesmo jogo no video game é bobagem?).
Entendam que o que muda não são objetos, mas sim responsabilidades, escolhas, problemas e coisas assim. Digo pra todo mundo "terei 50 anos, mas a Gabi (minha boneca) eu não dou pra ninguém". É a mais pura verdade. E não, não sou uma retardada que fica brincando de boneca conversando com a parede, mas não vou mentir que já desabafei com ela, já a abracei chorando e já fiz carinho nela. Não tenho vergonha de dizer isso e acho que ninguém deveria ter.
Às vezes tudo o que precisamos é ficar sozinhos e ao mesmo tempo queremos um alguém pra desabafar e abraçar e a Gabi sempre me ajuda em tudo. Me orgulho MUITO em ter preservado tanto esse meu lado criança e por não ter vergonha de falar.
Lembrem-se sempre dessa frase já dita antes: Crescer não significa que você tem que desistir do seu ursinho de pelúcia.

Espero que gostem e reflitam com esse texto.
Beijos!

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